

Um dos maiores obstáculos enfrentados pelos advogados recém-formados é a falta de suporte e vivência prática no mercado de trabalho. Sem a experiência necessária, muitos se sentem despreparados para atuar de forma plena na advocacia. Mas como obter essa vivência essencial? Conversamos com a Dra. Priscila Lima Rosa, professora há mais de 23 anos e advogada com 25 anos de atuação, para entender melhor essa questão.
Segundo Priscila, ao concluir a faculdade e obter a aprovação no exame da OAB, o recém-advogado se depara com o desafio de exercer a profissão sem o devido suporte. “O conhecimento jurídico adquirido na academia é importante, mas insuficiente para enfrentar a prática da advocacia”, explica. Para contornar essa lacuna, ela sugere que o investimento em cursos práticos e especializações seja intensificado, focando em habilidades necessárias para o dia a dia profissional.
“Nós, advogados mais experientes, podemos caminhar juntos com esses novos profissionais, oferecendo não apenas mentoria, mas também cursos focados na prática diária da advocacia”, afirma Priscila.
Ela ainda destaca a importância de preparar os novos advogados para situações reais: “Como o advogado deve se portar em uma audiência? Como despachar com um juiz? Como lidar com o cotidiano da advocacia, incluindo questões financeiras, como montar um escritório e atrair clientes?” questiona.
Priscila, que compõe a chapa junto ao Dr. Ivan Gonçalves, destaca o compromisso com a transmissão de conhecimento para os novos advogados: “Eu acredito em uma OAB mais unida, sem receio de compartilhar o que funcionou ou não na prática. Há espaço para todos no mercado.”
Algumas das diversas propostas da Chapa 11 são voltadas para a inserção e qualificação dos profissionais de advocacia, através de projetos que envolvem mentorias, oficinas práticas, treinamentos especializados e proporcionando um suporte contínuo que visa capacitá-los para enfrentar os desafios do dia a dia da profissão.